Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Underworld : Awakening

Uma silhueta inconfundível, fato de cabedal justo, dentes afiados e um armamento que faz Rambo corar de vergonha, marcam o regresso da nossa anti-heroina favorita, a “Deathdealer” Selena. Nesta quarta encarnação da saga Underworld, com subtítulo Awakening, à semelhança de muitas outras sagas segue a moda e volta às origens, não forçosamente fazendo um “remake”, mas sim uma aposta em focar no que a saga tem de melhor, ou por outras palavas… Sangue! Volta também como já referido como protagonista, a actriz Kate Beckingsale, agora acompanhada pelos realizadores estreantes em terras hollywoodescas, Måns Mårlind e Björn Stein, trazem a este Blockbuster um toque do que realmente necessitava, uma abordagem muito dirigida à acção pura e ritmo frenético do início ao fim. Em destaque estão as fantásticas cenas de luta e a direcção de fotografia, usando um tom escuro e misterioso que cria uma sensação de envolvência no filme. Underworld : Awakening com 3D ou sem, é um autêntico filme de acção, que vai entreter todo o tipo de espectador, e altamente recomendado aos fãs do género.

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Os Descendentes


Os Descendentes. Uma nua realidade.

Imagine-se a viver no Hawai, praias paradisíacas… vistas lindíssimas… um estilo de vida tranquilo… Não na vida de Matt King, advogado, chefe de família, marido, e mais importante… pai.  Um drama familiar, que numa visão extremamente brutal e crua, mostra uma família separada pela vida, um pai que tenta re-conectar com as filhas, enquanto descobre que a sua mulher que está em coma, tinha um caso extraconjugal antes de ter o acidente que a deixou assim. Uma história brilhantemente contada, com uma mensagem forte e verdadeira em que em muitos casos vai fazer que o espectador se identifique com certas situações. Realizado por Alexander Payne conhecido pelo fantástico “Sideways”, é abençoado por talvez os melhores desempenhos em filmes deste ano, em especial destaque George Clooney, Judy Greer e Shailene Woodley. Um filme apaixonante, ritmado, sentimental, adulto… uma verdadeira odisseia entre ilhas à procura do que significa ser Homem. Um dos mais fortes candidatos e favorito aos mais prestigiados prémios da edição dos Óscares deste ano. Um filme a não perder. 

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Nomeações dos Óscares 2012


Nomeações dos Óscares 2012

A contagem decrescente começou… Os corredores foram anunciados... O “sprint” final para o evento favorito dos amantes da sétima arte, Ladies and Gentlemen, The Oscars. Com um certo favoritismo após os prémios na cerimónia dos Globos de Ouro no passado dia 16 de Fevereiro, “O Artista” e “Os Descendentes” constituem o pelotão da frente nas categorias principais, que incluem, Melhor filme, ao que são seguidos por “Hugo” de Martin Scorcese e o inspirador épico “Cavalo de Guerra” de Spielberg. Na categoria de melhor actor, George Clooney (Os Descendentes) , Brad Pitt (Jogada de Risco) e Jean Dujardin (O Artista) são os favoritos. Já na categoria equivalente feminina, Meryl Streep (A Dama de Ferro) como já se torna tradição é a concorrente mais forte ao prémio, sendo seguida por fortes desempenhos por parte de Michelle Williams (A Minha Semana com Marylin), Glenn Close (Albert Nobbs) e a estreante Rooney Mara (Os Homens que Odeiam as Mulheres). Concluindo, os Óscares deste ano prometem uma noite cheia de surpresas, emoções fortes e momentos hilariantes, não fosse o apresentador deste ano, o veterano Billy Crystal.  

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Cavalo de Guerra



Cavalo de Guerra. Épico.

A galopar neste início de ano, apresenta-se Cavalo de Guerra, um filme baseado num conto de crianças, mais tarde adaptado a peça de teatro, realizado por ninguém mais do que o guru da sétima arte, Steven Spielberg. Uma história apaixonante sobre a odisseia de um cavalo e de um adolescente escocês durante o período da Grande Guerra Mundial. Protagonizado pelo aparentemente novato e desconhecido Jeremy Irvine com um desempenho brilhante, o drama conta também com nomes sonantes tais como Tom Hiddleston, David Thewlis, entre outros. Em especial destaque está também a banda sonora a cargo do épico compositor americano John Williams, que tem no seu currículo sagas icónicas tais como a da Guerra das Estrelas e de Indiana Jones. A versão cinematográfica da história do cavalo que no meio de tamanho massacre, relembra os guerreiros da sua própria humanidade, vem reconfirmar o toque de midas e genialidade de Steven Spielberg e cria assim um possível vencedor ao Óscar de melhor filme de 2012. Sem dúvida a não perder.

Missão Impossível 4


Missão Impossível 4. Brutal.

A expressão impossível ganha um novo sentido após ver este filme… Por entre o risco de guerra nuclear, manobras destemidas a raspar na loucura, e situações heróicas de cortar respiração… isto tudo é apenas o pequeno-almoço do agente Ethan Hunt. Desta vez realizado por Brad Bird, a improvável escolha para um filme deste género, visto no seu currículo esta ser a sua estreia no género de acção. Talvez por possuir outro tipo de sensibilidade após vir de uma longa carreira de sucessos em filmes de animação, nos quais estão nomes sonantes como “Os Incriveis” e “Ratatui”, Brad Bird traz para esta longa-metragem, um toque novo e fresco, cheio de emoção e realismo mesmo quando se pensava que já estava tudo inventado. O protagonista Tom Cruise, para além deste estilo de filme ser a sua praia, o seu desempenho é digno ao ponto de dizer que está no auge da sua carreira como actor, acompanhado por Jeremy Renner, actor nomeado para Óscar pelo filme “Estado de Guerra” , perfazem uma parelha de sucesso. Sem mais adiar, impossível é não ver este filme no cinema, pois certamente o vai fazer suar nestas noites frias de Natal. 

Imortais

Imortais. Os deuses devem estar loucos.


Claramente filho ilegítimo de 300 com o Confronto de Titãs, Imortais é uma versão épica hollywoodesca de uma história da mitologia grega, remetendo-nos para a batalha entre o Rei Hiperíon contra Teseu. Por entre um muito distinto estilo de imagem, que passa desde o uso de cores fortes a momentos slow-motion, cria assim um filme capaz de satisfazer o apetite dos mais exigentes fãs de acção. A narrativa, é não das melhores, mas se tivermos em conta as origens de banda desenhada e o estilo de filme que se propõe, a história acaba por ficar bastante em conta, servindo então para tapar os buracos na acção por entre cabeças a explodir e o barulho de espadas a bater. O realizador Tarsem Singh de origem Indiana, faz o que lhe é natural na sua carreira, um filme hiperestilizado, ultrapassando o surreal, caindo por vezes no ridículo. Sem duvida um bom filme de acção, de tirar o folego do inicio ao fim, sendo o seu ponto fraco os desempenhos por parte dos protagonistas, sendo salvo da nulidade narrativa pela óptima interpretação do Rei Hiperíon por parte do veterano e renascido Mickey Rourke. Por baixo de tanto corpo, cabeças degoladas e rios de sangue está um filme bastante divertido, aconselhado aos amantes de emoções fortes e não ficando por dizer que se gostou do filme 300, vai adorar este.

Meia Noite em Paris



Meia Noite em Paris. Charme apaixonante

Duas palavras… Woody Allen, esse sinonimo de humor contagiante, profundidade de argumento, enfim…neste filme, toda essa inteligência cinematográfica está no seu melhor. “Meia Noite em Paris”, filme protagonizado por Owen Wilson, actor melhor conhecido pelo seu papel na recente saga de filmes “Sogros do Pior” e Marion Cotillard, actriz de desempenhos marcantes em filmes tais como “Inception” ou “La Vie en Rose”, este é, talvez o filme mais apaixonante e charmoso deste ano. Passado em Paris, esta comédia romântica gira em volta do tema, que qualquer vida diferente da nossa, é mais interessante e melhor.  Uma delícia do princípio ao fim, visualmente cativante, e de uma profundidade inesperada, são algumas das características que marcam o melhor filme de Woody Allen destes últimos anos. Sem dúvida um filme a não perder.